domingo, setembro 18, 2011
One Day(...)
Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas asconversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos. Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim, do companheirismo vivido. Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre(…) Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe nos e-mails trocados. Podemos nos telefonar, conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar(…) meses(…) anos, até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo. Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas?Diremos que eram nossos amigos. E isso vai doer tanto! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida. A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente. Quando o nosso grupo estiver incompleto, nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos. Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado, e nos perderemos no tempo(…) Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades.
sexta-feira, setembro 16, 2011
Trecho do livro Selma e Sinatra
"Que atrevimento daquela garota achar que pode rastrear a dor alheia. Quem é que consegue enxergar o outro por dentro? Quem é que consegue desembaralhar os seres intrincados que somos? Mas que gigantesca insolência querer arrancar verdades, como se fosse fácil verbalizar tudo o que sentimos. Falo em português, canto em português, mas penso sem palavras, penso sem articulação, penso com estilhaços, não me esforço em me compreender feito uma página escrita, nunca tive esta ousadia, mas ela tem.
É uma pena que esta garota ainda não tenha entendido que cada pessoa é voltada para seu lado obscuro, para seu perfil mais secreto, para um mundo sem letras, incodificável. Quem procura palavras para se decifrar está buscando autenticar uma farsa. É sempre um parto difícil, induzido, e não se sabe o que vamos ter que adotar como nosso até o fim da vida. Quanta responsabilidade identificar-se! (...) é uma idiotice delimitar-se através de preferências e opiniões. E depois morrer justificando estas escolhas que foram apenas casuais, oportunas, apetecíveis num determinado momento, mas nunca para sempre. Que sorte têm os tolos, os desprovidos de inteligência, que não fazem a menor questão de saber quem são e muito menos de propagar sua descoberta. Quanta angústia poupada, quanto motivo para continuar sorrindo apenas por... por... por espasmo."
Martha Medeiros
É uma pena que esta garota ainda não tenha entendido que cada pessoa é voltada para seu lado obscuro, para seu perfil mais secreto, para um mundo sem letras, incodificável. Quem procura palavras para se decifrar está buscando autenticar uma farsa. É sempre um parto difícil, induzido, e não se sabe o que vamos ter que adotar como nosso até o fim da vida. Quanta responsabilidade identificar-se! (...) é uma idiotice delimitar-se através de preferências e opiniões. E depois morrer justificando estas escolhas que foram apenas casuais, oportunas, apetecíveis num determinado momento, mas nunca para sempre. Que sorte têm os tolos, os desprovidos de inteligência, que não fazem a menor questão de saber quem são e muito menos de propagar sua descoberta. Quanta angústia poupada, quanto motivo para continuar sorrindo apenas por... por... por espasmo."
Martha Medeiros
Hiatus
Pois é, tem aquela desculpa toda de falta de tempo, correria total... Mas comigo isso não funciona, a verdade é que a inspiração se foi, pelo menos no âmbito sentimental, essa coisa toda de ficar sofrendo de amor, e - pra sempre piorar ainda mais, ficar escrevendo sobre tal.
Não ando sentindo amor por ninguém, se é que me entendem. Ando me amando mais, me valorizando mais, e na medida do possível, amando menos quem também faz questão de me amar cada vez menos. Chega uma hora que você cansa de só se preocupar com o que fulano, ciclano, José ou Mariazinha vão pensar sobre você ou como eles te vêem, tô mais ligada no que eu penso sobre mim. Amor próprio, esse é o nome do momento que eu estou vivendo. Há quem ache que isso é ser egoísta; se acham que é egoísmo, que continuem achando que sou uma pessoa egoísta, e também: não existe hipocrisia maior do que ficar escrevendo coisa que não se vive, então, não vou ficar por aqui ou em qualquer outro lugar, falando de assuntos que eu estou pouco me lixando pra eles: outras prioridades, novas perspectivas, um baú velho pra enterrar tudo o que estava me fazendo mal e uma dose de loucura que sempre faz muito bem.
quarta-feira, julho 20, 2011
Obrigado a todos os meus amigos. Há quem diga que existem amigos falsos, não pra mim. Não cabem numa mesma frase as palavras ''amigo'' e ''falsidade'', pelo menos não pra mim. Obrigado por sempre me aturarem, até quando nem eu mesma me aturava, obrigado pelos conselhos, pelos puxões de orelha, por rirem das minhas piadinhas sem graça, por sempre que eu precisei estarem lá. Me desculpem por não ser a mais perfeita das amigas, por nem sempre que precisaram eu estive lá, desculpa por falar demais, por falar na hora errada, infelizmente, essa sou eu. Nunca se esqueçam que apesar das reviravoltas da vida ou do destino, no que você quiser acreditar, eu não me esqueço nunca de vocês. Pode até ser que eu finja, ou que eu fique meses sem dar notícias, mesmo assim tudo o que foi compartilhado entre nós é permanentemente vivo em mim, como se tivesse sido ontem. Não disse que tenho o costume de falar demais, tá aí. Era pra ser um simples obrigado, se transformou em uma declaração explícita de amor e de sinceridade.
quarta-feira, junho 29, 2011
Doce Ilusão
É verdade, você sabe. Aquela necessidade de não deixar que o tempo corroa tudo aquilo que você demorou tanto pra construir, e vontade de estar frente a frente, pra não haver dúvidas, desesperos e afins. Desespero. Você sabia no que ia dar, mas quis arriscar, ficar longe estava doendo muito, e no máximo o que poderia acontecer é ser esquecida. A vida seguiu, e você, boba estacionou a tua, como um carro em marcha lenta quase parando. A verdade é que todo mundo te diz que não vale mais a pena, mas você insiste, persiste, investe, afinal, não dizem que a 'esperança é a última que morre', assim também funciona pra você. Nenhum sinal vital de que realmente vá acontecer, mas você se prende a essa esperança, única, última, falsa e constrangedora. Depois de mais um tentativa, se põe disposta a não mais persistir, desiste. Mas erra quem diz que desiste. Doce ilusão. É só ver uma foto, só ver um bilhetinho, um sinal de vida dele que você vai voltar a sentir aquela nostalgia toda por mais uma vez que seja.
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